terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Morte Negra – O Triste Cotidiano Medieval


A fome, as pragas e os desastres causados pelos humanos criaram então problemas sérios, mesmo antes de 1348. A “peste negra” de 1348-1349 foi, claramente, uma grande catástrofe, mas a população tinha atingido o seu auge...
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O Ideal da Cavalaria


O aparecimento da lenda arturiana, fermento da matéria da Bretanha e a sua ligação a uma realidade histórica, continua sendo um mistério. As críticas que vêem nela uma criação original do século XII ocultam o manifesto crisol céltico...
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

imagens medievais




As Canções de Gesta – Chansons de Geste

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 Batalha de Roncesvalles nos Pirineus, 778 AD, foi a base do épico “Chanson de Roland”. Autor desconhecido. Iluminação de manuscrito, Bruges, flamengo, 1462.
A figura do cavaleiro e o simbolismo que o rodeia estão no centro destas narrativas literárias em língua vulgar. O cavaleiro desempenha um papel preponderante nas Canções de Gesta, do latim gesta, proezas, gênero épico abundante no século XII e cuja gênese esta sujeita a muitas controvérsias. Estes poemas narrativos de comprimento variável são salmodiados, relacionados em salmos, em melodias simples pelos trovadores, garantindo e repassando a transmissão oral dos textos. A maior parte das canções de gesta e algumas trovas(contos para rir) eram de fato destinadas a serem cantadas num monocórdio (salmodiadas) por viajantes; uma das ocupações retribuídas destes era propagarem estas histórias de lugar em lugar; é por isso que esses textos comportam muitas interrupções e reclamam continuamente a atenção do auditório ou por ventura um número ou grupo de pessoas que a ouvem, pois atenção tem que ser instigante e curiosa. A obra-prima do gênero é a célebre Chanson de Roland, poema muitas vezes retocado e cuja a mais antiga versão, o Manuscrito de Oxford, dataria de 1100. Canta os altos e heroicos feitos de Roland, sobrinho de Carlos Magno e glorioso defensor da fé cristã. Poema de alcance patriótico, nacional, religioso e de estrema bravura, faz do cavaleiro conquistador o defensor da coletividade, da comunidade, de todos os cristãos. É um gênero que apresenta poucos traços realistas, pois descreve a guerra de uma forma genérica, muito abrangente, de grandes traços. Transmite todavia a atmosfera e o fervor que as anima, a atitude do cavaleiro valente e bravo em todas as ocasiões, descrevendo sem pudor ou restrições a crueldade dos combates corpo a corpo e a extrema violência recíproca.
O tema tradicional da chansons de geste ficou conhecido de maneira mais abrangente na França. De 1150-1250, a canções de gesta são ordenados em ciclos:
  • O ciclo do Rei Carlos Magno
  • O ciclo de Doon de Mayence ou o ciclo dos barões rebelaram
  • O ciclo de Garin Monglane
As Canções de Gesta reflete as estruturas características da literatura oral. Mas estes efeitos foram congeladas em textos escritos. As Chanson de Geste esta enraizada no nacionalismo, nos feitos dos seus ancestrais, nos feitos das cruzadas, enfim em todas as guerras contra os inimigos que ameaçam as suas terras onde a honra e a vida de um país para garantir a honra e a vida são defendidas pelos heróis cavaleiros sem temores e com extrema bravura. ou seja o herói tem que reagir. As Canções de Gesta esta, portanto, ligada a preocupações ideológicas: é um épico político real.

La Chanson de Roland, em anglo-normando, primeiro trimestre do século XII, parte I, iniciando a parte 2. The Bodleian Library, University of Oxford.
Paulo Edmundo Vieira Marques
http://medievalimago.org/2014/07/19/as-cancoes-de-gesta-chansons-de-geste/

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

rosácea

Rosácea lateral da catedral de Chartres: resumo da ordem do Universo
Rosácea lateral da catedral de Chartres: resumo da ordem do Universo
com Cristo Rei no centro.

Oração a São Luiz Rei, do condestável Bertrand du Guesclin


Oração a São Luiz Rei, do condestável Bertrand du Guesclin:
“Conservai-me puro como o lírio de vosso brasão!Vós que mantínheis vossa palavra mesmo dada ao infiel, fazei que jamais mentira passe por minha boca, ainda que a franqueza devesse me custar a vida.
Óh! homem de proezas, incapaz de recuos, cortai as pontes para os meus fingimentos e que eu caminhe sempre para o ponto mais duro do combate”.
Amém.
Foto: Bertrand du Guesclin, col. part..

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